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Nossa sociedade nos diz o tempo todo que trabalho e maternidade não se misturam. Mulheres que precisam se ausentar do trabalho porque o filho está doente são censuradas. Em entrevistas de emprego nos perguntam sobre nossa vontade futura de ter filhos (como assim?!). E muitos reclamam da licença maternidade de quatro meses, falando sobre os prejuízos da contratação de mulheres. Triste retrato de um país atrasado como o nosso.

Num coworking materno vemos como trabalhar próximo do bebê faz bem para ele, otimiza a rotina da mãe, traz economia financeira para a família e aumenta a produtividade no trabalho. Estar perto traz tranquilidade para os dois, o que possibilita crescimento para ambos – o bebê se desenvolve melhor e a mãe cresce profissionalmente. Sim, é possível.

E se as empresas aderissem a esta ideia e montassem coworkings maternos em suas estruturas?

7c8756fd637d7e295d2d62a43e40f618Nos EUA mais de 170 empresas já autorizam funcionários a levarem filhos para o trabalho (BBC-londres/Estadão)

Ter coworkings maternos dentro das empresas não é a mesma coisa do que ter creches…num coworking a mãe tem proximidade e livre acesso, mesmo contando com cuidadoras. A própria mãe estabelece a rotina do bebê e conjuga isso com seus horários de trabalho.

É um olhar inteligente sobre o trabalho e a maternidade. A mãe tem condições plenas de escolher seus horários, fazendo uma balança positiva entre as necessidades do filho, seus objetivos profissionais e sua produtividade.

Sabemos que estamos bastante longe disso, mas quem sabe o Mamaworking seja a semente?! Porque aqui vemos como este formato é viável, prático e feliz!! Que o digam nossas mães e bebês…