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Amigos e família, às vezes os próprios pais, declaram sobre as crianças julgamentos do tipo “nossa como é boazinha” ou “mas que agitado!”. E parece que o melhor dos mundos é “ser quietinha ou boazinha”. Será? Por que os adultos insistem tanto nesta imagem que obviamente não cabe em toda criança, afinal todas as pessoas são diferentes, inclusive as crianças?

E a partir do comportamento da criança se fazem julgamentos dos mais diversos sobre a educação que os pais deram…se foi boa ou má, se houve carinho, atenção. Como se somente a educação moldasse uma criança!

O primeiro ponto é: ser quietinha ou boazinha é bom para quem? Para os pais que precisam de paz e sossego? Para a escola que precisa comandar 15 crianças com uma professora? Para avó que não gosta de barulho?

E para a própria criança? O que é melhor? Com certeza absoluta, é poder ser ela mesma! E ser aceita. Os pais e amigos próximos precisam entender que uma criança já tem muito da sua personalidade formada, ela não nasce como um livro vazio a ser preenchido. Então é preciso ter respeito por aquilo que veio com a criança, sua temperatura, seu astral, seu humor.

Pense que triste, nascer um tanto calado numa família de falantes? Ou ser falante numa família quieta? Ou ainda, ser uma criança saudável, ativa, que gosta de brincar, no meio de adultos que gostaria que a criança fosse obediente como um cachorro treinado. Triste e real. Muitas crianças pagam por ser quem são e acabam julgadas com 2 ou 3 anos de idade.

Pais que amam seus filhos devem manter uma escuta atenta, abrir os olhos e buscarem compreender quem são de fato seus filhos e não ficar buscando a doce idealização da criança fácil e perfeita (segundo seus julgamentos).

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